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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Filho, de José Saramago

Este blogue anda desactualizadíssimo, como já é sabido, mas hoje ao ler isto, achei que devia partilhar de alguma forma e então, porque não aqui, no blogue que passou a ser de nós duas mas que cada vez é menos do que alguma coisa?

Já não posso dizer que nunca li nada que Saramago tenha escrito. Apesar de serem poucas linhas, é algo que descreve na perfeição aquilo que se sente: o que é ser pai e consequentemente o que é/foi ser filho.

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como?
Não é nosso, recordam-se?... Foi apenas um empréstimo!"

José Saramago


"...Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente..."
Acho que esta frase descreve na perfeição o conceito de (verdadeiros) PAIS.


E com isto vos deixo. Quando tiver mais um tempinho e se ele coincidir com um momento em que esteja inspirada e não muito cansada, a ver se ponho em dia aqui o estaminé. Até ao meu regresso!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Poema

Não sou muito de poemas nem nada que se pareça e, apesar de este também não ser bem, não arranjei melhor descrição para ele. Espero que gostem.

Fazê-lo parado fortalece a coluna.
De barriga para baixo fortalece a circulação do sangue.
De barriga para cima é mais agradável.
Em grupo pode ser divertido.
No WC pode ser excitante.
No automóvel pode ser perigoso.
Fazê-lo com frequência desenvolve a imaginação.
A dois enriquece o conhecimento.
De joelhos torna-se doloroso.
Enfim...sobre a mesa ou sobre a secretária
Antes de comer ou à sobremesa
Sobre a cama ou numa rede
Despidos ou vestidos
Na relva ou no tapete
Com música ou em silêncio
Entre lençóis ou no roupeiro...
Fazê-lo é sempre um acto
De amor e de enriquecimento.
Não importa a idade, nem a raça,
Nem o credo, nem o sexo,
Nem a posição económica...


O que importa é que...


LER É UM PRAZER !!!


(que estavam a pensar, suas mentes consporcadas? Eu aqui sou séria, para assuntos "não sérios", p.f. dirijam-se ao blog vizinho: CCB)